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Carta Encíclica DEUS É AMOR

Recita e Contemplação do SANTO ROSÁRIO

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Liturgia Diária
sábado, 04 de julho de 2009 @ 00:16 | Publicado por: Ervino Enviar para um AmigoVersão para Impressão

1ª Leitura – Gênesis 27, 1-5.15-29
«Jacob suplantou seu irmão e arrebatou a sua bênção»
Instigado pela mãe, Jacob, o filho mais novo, apodera-se da bênção paterna, que, por direito, pertencia ao mais velho. S. Paulo (Rm 9, 11-13), seguindo o profeta Malaquias (Mal 1,2-3), interpreta este acontecimento como sinal de que os desígnios de Deus se realizam segundo a sua livre vontade, e não dependem dos méritos do homem. Assim, Jacob é o eleito, e Esaú ficará preterido.

Evangelho – Mateus 9, 14-17
«Podem os companheiros do esposo ficar de luto, enquanto o esposo estiver com eles?»
A ideia, que vem já do Antigo Testamento, de chamar a Deus Esposo, para fazer-nos compreender o amor que Ele tem aos homens e a Aliança que quis contrair com eles, reaparece agora em Jesus, que a Si mesmo Se compara ao Esposo. É preciso saber apreciar os tempos, que não são todos iguais. Os seus contemporâneos não compreenderam facilmente que os tempos de Jesus introduziam no mundo um estado de coisas novas. Para os seus discípulos, os dias de Jesus eram dias de alegria. Haviam de vir os dias de luto, na hora da paixão, como a Igreja sempre o entendeu, ao estabelecer o jejum pascal, nos dois primeiros dias do Tríduo Pascal. É então, quando o Esposo se ausentar, que eles jejuarão.


Comentário ao Evangelho de hoje

• Mateus 9,14: A pergunta dos discípulos de João quanto à prática do jejum. O jejum é um costume bastante antigo, praticado por quase todas as religiões. O próprio Jesus o praticou durante quarenta dias (Mt 4,2). Mas não insiste com os discípulos para que façam a mesma coisa. Deixa-os livres. Por isso, os discípulos de João Batista e dos fariseus, que eram obrigados a jejuar, querem saber porque Jesus não insiste sobre o jejum: “Nós e os fariseus jejuamos. Por que os teus discípulos não jejuam”
• Mateus 9,15: A resposta de Jesus. Jesus responde com uma comparação utilizando uma pergunta: “Por acaso, os amigos do noivo podem estar de luto enquanto o noivo está com eles?” Jesus associa o jejum ao luto, e ele se considera o esposo. Quando o esposo se encontra com seus amigos, isto é durante a festa de casamento, eles não necessitam jejuar. Quando Jesus está com eles, com os discípulos, é festa, a festa de casamento. Não devem, pois, jejuar. Mas um dia o esposo partirá. Será um dia de luto. Então, sim, que, se quiserem, poderão jejuar. Jesus alude à sua morte. Sabe que, e sente que, se continua neste caminho de liberdade, as autoridades o irão matar.
• Mateus 9,16-17: Vinho novo em odres novos! Nestes dois versículos, o evangelho de Mateus traz duas frases separadas de Jesus sobre o remendo novo num pano velho e sobre o vinho novo em odres novos. Estas palavras lançam luz sobre as discussões e os conflitos de Jesus com as autoridades religiosas da época. Não se coloca um remendo de pano novo em roupa velha, porque o remendo novo repuxa a roupa e o rasgão fica ainda maior. Ninguém coloca vinho novo em odres velhos, porque o vinho novo, por causa da fermentação, arrebenta o odre velho. Vinho novo em odre novo! A religião defendida pelas autoridades religiosas era como um pano velho, como um odre velho. Seja os discípulos de João como os fariseus, tentavam renovar a religião. Na realidade, só tentavam consertar um rasgo num pano velho e, por isso, corriam o perigo de comprometer e causar dano seja às novidades seja aos antigos costumes. Não se deve ajeitar a novidade que Jesus nos traz com os antigos costumes. Ou um ou outro! O vinho novo que Jesus nos traz faz arrebentar o odre velho. É preciso saber separar as coisas. Muito provavelmente, Mateus apresenta estas palavras de Jesus para orientar as comunidades dos anos 80 do primeiro século. Havia um grupo de judeu-cristãos que queriam reduzir a novidade de Jesus ao judaísmo antes da vinda de Jesus. Jesus não é contra o que é “velho”. Não quer que o que é velho se imponha sobre o novo e, impeça de se manifestar. Não se pode re-ler o Concílio Vaticano OO com a mentalidade pré-conciliar, como alguns tentar fazer hoje.


Para uma avaliação pessoal

• Quais são os conflitos sobre as práticas religiosas que hoje fazem sofrer tantas pessoas e são motivo de forte tensão e polêmica? Qual é a imagem que está por trás destes preconceitos, estas normas e estas proibições?
• Como entender a frase de Jesus: “Ninguém coloca remendo de pano novo em roupa velha?” Qual é a mensagem que aflora de tudo isto para a tua comunidade de hoje?


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